“Perder emprego é para o Brasil do passado”, diz ministro durante evento em Brasília

A retomada do emprego foi um dos temas abordados pelo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, na abertura do Seminário CNF: A Modernização das Relações do Trabalho no Brasil. No evento, promovido pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras, nesta segunda-feira (27), em Brasília, o ministro lembrou que empresas que estavam demitindo até o ano passado já voltaram a contratar. Ele citou o exemplo do setor automotivo, que já anunciou investimentos para 2018.

“O Brasil que perdia 100 mil postos de trabalho por mês, agora produz 30 mil positivos por mês. Outubro deste ano foi o melhor dos últimos quatro anos, com um saldo de 76 mil postos. Perder emprego é para o Brasil do passado. O Brasil do futuro será o Brasil do emprego”, afirmou o ministro.

Para Ronaldo Nogueira, essa recuperação é também fruto da modernização das leis trabalhistas brasileiras, que começaram a valer em 11 de novembro e já produzem resultados. “Essa modernização foi construída com muito diálogo. Conversei pessoalmente com representantes de todas as centrais sindicais e com representantes dos empregadores para chegar a esse resultado. Agora precisamos pacificar as relações de trabalho. Não é um destruindo um ao outro que vamos desenvolver a nação. A nação só se desenvolve se há harmonia nessas relações”, avaliou.

O ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra Martins Filho, que participou da abertura do seminário sobre modernização trabalhista, também defendeu a reforma. Na avaliação dele, a negociação coletiva, que ganhou força depois da mudança, é um dos principais méritos da modernização, junto com a criação de marcos regulatórios para uma série de temas que antes eram tratados apenas em súmulas. “Essa reforma colocou na lei assuntos como terceirização e trabalho intermitente, assuntos que geravam muito conflito judicial e que agora darão ao empregador uma garantia maior para que ele possa contratar com segurança”, defendeu.

O presidente da CNF, Sérgio Rial, disse que o objetivo do seminário foi esclarecer pontos como os levantados pelos ministros, para evitar distorções de informações. “Eu vejo nesse seminário mais um esforço de diálogo com a sociedade civil para esclarecermos as mudanças trazidas por essa reforma”, afirmou.

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