Confira o gabarito extraoficial do Enem

Os estudantes que fizeram provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste domingo (12), tiveram que responder a 90 questões, sendo 45 de Matemática, 19 de química, 13 de biologia e outras 13 de física.

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Segundo professores do SAS Plataforma de Educação, o exame deste ano foi bastante interpretativo e conteudista, tornando a prova mais trabalhosa. Contudo, separar exatas de redação, foi visto como positivo, já que estudantes puderam priorizar os cálculos.

De acordo com o professor Thiago Pacífico, a prova de Matemática foi mais difícil que nos anos anteriores, “por uma variedade de aspectos”. Ele conta que, como a prova estava bastante conteudista, o conhecimento superficial não foi suficiente para responder às questões. Além disso foram explorados conteúdos que não costumavam aparecer nas provas anteriores. “Funções trigonométricas, por exemplo, e questões de análise combinatória com mais profundidade”, explica o professor.

Ele relata que a maioria dos textos foram longos e isso pode facilitar a dispersão dos candidatos. A prova manteve questões rápidas e objetivas como análise de gráficos e tabelas, “Mas no todo, a prova estava cansativa, porque em algumas, cada item se transformava em um cálculo”, relembra.

Compreendida por alguns estudantes baianos como a pior das provas deste segundo dia de aplicação, a de Química se destacou por estar com mais questões que Física e Biologia. “Geralmente, a divisão é harmônica, mas esse ano foram 19 questões”, conta o professor Michel Henri. Segundo ele, o aumento de questões, em comparação com os anos anteriores, pode ter dado a impressão aos estudantes de que estava mais difícil. “A prova se manteve num nível médio a difícil, bem conteudista, não intuitiva, com questões muito bem elaboradas, contas rápidas, mas com maneiras bem inteligentes de se chegar ao resultado”, explica.

De acordo com Michel, o grau de dificuldade da prova já era esperado. Há dois anos ela vem sendo assim, conteudista”, diz. Ele completa dizendo que não vê problema nisso para os alunos que tenham se dedicado aos estudos. “Acredito que isso seleciona de uma forma mais eficiente, porque ele se vê obrigado a estudar”, pontua.

A prova de Física teve seu número de questões reduzido em comparação com a do ano passado. No entanto, o professor Vasco Vasconcelos relata que, não por isso, a prova foi mais fácil. “Ela teve um pouco mais de dificuldade causada pela inversão de números de questões de interpretação que foram cinco e oito envolvendo cálculo”, conta.

Para Vasco, a prova também foi bastante conteudista. “Por um lado isso é muito bom porque tira a ideia de que pode ser respondida apenas no olho. As questões exigiam atenção na leitura do texto, principalmente as que tinham cálculo”, opina.
Já a prova de Biologia foi marcada pelo aumento do nível e pela diferente abordagem com relação aos últimos anos, de acordo com o professor Flavio Landim. “Ela foi bem conteudista, bem técnica, não trouxe muitas questões relacionadas ao cotidiano e foi de um pouco  difícil interpretação”, conta o professor. Ele diz que para responder as questões o aluno precisava ter estudado.

“Do ponto de vista de diversidade teve pouco, mas ainda assim foi mais diversa que a do ano passado”, explica. A maior parte das questões da prova eram sobre Ecologia, como acontece de costume, e Genética.

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