Mais de 100 mil empregos temporários serão criados em 2017; Saiba como ser contratado

O Brasil vive uma grave crise política e econômica nos últimos anos, isso já não é mais novidade. Os impactos causados por essa nova realidade social refletem, diretamente, na redução do número de vagas de trabalho, diminuição de renda e poder aquisitivo. O brasileiro tem perdido, mês após mês, a capacidade de gerir a sua vida financeira sem sustos e apertos.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados no último mês de agosto, apontam que a taxa de desempregados no Brasil ao final do segundo trimestre de 2017 era de 12,8%. São mais de 13 milhões de pessoas que não encontram espaço no mercado de trabalho.

Mas calma! Nem só de notícias ruins vivem os brasileiros. Segundo estudo da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem), a previsão é de que sejam abertas 115 mil vagas no país até o fim do ano, 5,5% a mais do que o ano passado. Mas, afinal, o que fazer para conseguir uma delas?

Na opinião da analista de carreiras, Sheila Daniela, é preciso entender que há um número excedente de pessoas à disposição, muita delas com experiência superior ao que a vaga exige, e se adequar ao que o mercado propõe: “O profissional deve fazer um currículo menos elaborado, mais voltado para a vaga”.

Além disso, ela alerta que é importante se valer da sua vivência para se destacar dos demais, aumentando as chances de obter uma contratação definitiva. Mas é claro que você não vai ficar parado esperando isso acontecer. É preciso se mexer. “Várias instituições oferecem cursos gratuitos, palestras”.

Para o presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos – Seccional Bahia – César Almeida, um erro comum cometido pelas pessoas é o de encarar a vaga temporária como algo menor. “Não se deve enxergar essa oportunidade como algo de segunda linha”.

Para ele, a dedicação de quem está no mercado, mesmo sem a garantia de uma contratação definitiva, pode fazer toda a diferença no futuro profissional. “É você, o seu trabalho que está sendo visto. A economia está começando a reaquecer. Quando as empresas pensarem em nomes para os novos postos, vão lembrar daqueles que realizaram um bom trabalho”.

O processo citado por César inclui o ‘network’. Essa palavra inglesa cada vez mais repetida nada mais é do que a boa e velha rede de contatos, fundamental em um universo cada vez mais restritivo. “A gente não deve estabelecer o ‘network’ quando precisa. Esse é um erro muito comum cometido por aí. Eu estabeleço isso em contato com as pessoas no mercado e eu não construo uma relação falando de mim, mas demonstrando interesse pelo outro”.

Ele aponta ainda que aproveitar o momento para aprender ao máximo e cumprir tudo aquilo que se promete são outros dois pontos fundamentais para quem pretende passar pelo funil do mercado. “É tudo uma questão de construir uma relação de confiança. Há uma crise de valores no país. Ser correto, ético, cumprir o que foi estabelecido, é cada vez mais importante”.

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