Jovem paga R$ 1,5 mil por curso e é vítima de golpe para vaga de emprego

Uma jovem moradora de Salvador, que prefere não se identificar, foi vítima de um golpe após ter recebido uma proposta de emprego pela internet. Ela cadastrou o currículo em uma página que serve de consulta para várias empresas em todo o Brasil.

A jovem recebeu uma proposta tentadora: cargo de supervisora administrativa de uma empresa portuária alemã, com salário de R$ 4,3 mil e muitos benefícios. Para concorrer à vaga, a candidata precisou responder a um questionário. Ainda foi exigido que ela pagasse um curso indicado pela empresa no valor de R$ 1,5 mil.

“Eles me disseram que eu teria que fazer um curso de gestão de qualidade. O valor do curso ficaria em R$ 2 mil e se fizesse o depósito em conta ficaria R$ 1,5 mil. Eu receberia esse desconto. Foi o que eu fiz. A empresa que estava me contratando me disse que eu seria reembolsada do valor desse curso”, conta a vítima.

Ela diz que depois os golpistas pediram que ela fizesse um segundo depósito, no valor de R$ 2.248, mas ela desconfiou da situação. A jovem não conseguiu mais contato com a empresa depois disso nem reembolso. “Eles me bloquearam por telefone, computador e não obtive resposta por email”, afirma.

A reportagem tentou entrar em contato com a empresa que ofereceu os cursos e com o responsável pela seleção, mas os telefonemas não foram atendidos.

“O meu sentimento foi mais de frustração e indignação, ao saber que outras pessoas podem estar passando por isso. Eu fiquei com muito mais com precaução em tudo que eu faço. Até para dar informação na rua agora estou com medo”, lamenta a jovem.

O advogado Gamil Foppel alerta para que candidatos que buscam empregos desconfiem de oportunidades com muitas vantagens, a fim de evitar estelionatos. “O estelionatário abusa da boa fé usando de uma fraude. É sempre um objeto muito vantajoso. A grande recomendação é fugir de negócios que são aparentemente muito bons. Então se alguém aparece com uma proposta absolutamente irrecusável, com ‘n’ vantagens e condiciona isso ao pagamento de uma coisa é para desconfiar. O maior remédio é buscar informações, ter cautela, verificar os termos de eventual contratação”, afirma.

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