Salvador e RMS fecham 90 mil postos de trabalho em 1 ano, aponta pesquisa

Cerca de 90 mil postos de trabalho foram fechados em Salvador e região metropolitana de junho de 2015 a junho de 2016, de acordo com uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (27) pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). Conforme o levantamento, a taxa de desemprego pulou de 18% para 24,8%.

A pesquisa também aponta que o número de desempregados na capital e RMS aumentou pelo 5º mês seguido. Em junho, 465 mil pessoas estavam fora do mercado trabalho, 24 mil a mais que em maio, quando 441 mil estavam desempregados.

A taxa de desemprego nos últimos dois meses subiu de 23,7% para 24,8%. Isso significa que, para cada 100 pessoas disponíveis no mercado de trabalho, quase 25 estão sem emprego.

Somente no mês passado, conforme o levantamento, 11 mil postos de trabalho foram fechados. Os setores que mais demitiram, de acordo com a pesquisa, foram os de serviços (13 mil vagas a menos) e construção civil (4 mil vagas a menos). Os empregos com carteira assinada caíram 2,3%. Também houve queda no número de empregos sem carteira assinada: 2,9%.

O desemprego atinge mais mulheres, negros e jovens. A taxa de desocupação, que corresponde ao número de pessoas que perderam o emprego, cresce mais para homens brancos na faixa dos 40 anos e com baixa escolaridade. A média de tempo para se recolocar no mercado de trabalho, segundo a pesquisa, é de um ano.

Na contramão dos números, os setores do comércio e indústria da transformação abriram vagas de emprego. Enquanto o comércio ofertou, nos últimos dois meses, 10 mil vagas de trabalho, o setor da indústria da transformação abriu duas mil vagas somente em junho.
Apesar dos reflexos da crise econômica atingir a maioria dos setores, especialistas relatam que há uma tendência de estabilidade nos próximos meses.

“A gente não aponta uma melhoria, mas o que se tem visto é um arrefecimento desse quadro de redução da economia e de redução também dos postos de trabalho. É uma tendência de estabilidade. Pelos menos isso a gente pode apontar a partir desses dados”, destaca a supervisora da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) da RMS, Ana Margareth Simões.

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