Foi atingido pela flecha do cupido no trabalho? Saiba como agir

O cupido não escolhe hora nem lugar para juntar dois corações. Mas quando resolve chegar durante o expediente e atingir as vítimas dentro de um mesmo ambiente de trabalho, a situação pode ficar um pouco mais delicada. Por isso, o EXTRA buscou, neste Dia dos Namorados, especialistas — das áreas jurídica e comportamental — aptos a dar orientações para não deixar que o amor vire uma cilada.

Juntos há quatro anos, a secretária executiva Vanessa Keip, de 36 anos, e o analista de controles internos Bruno Sabião, de 28, provam que é possível manter a saúde do relacionamento convivendo no trabalho, mas reconhecem que enfrentam desafios a mais: “o maior deles é manter o respeito à individualidade. Isso porque, quando cada um trabalha numa empresa, os dois têm seus grupos de amigos, suas histórias. Trabalhando no mesmo local, você é obrigado a compartilhar mais coisas. Mas conseguimos lidar bem com isso. Não almoçamos juntos, por exemplo”.

Além de fazer bem ao casal, a postura é correta para evitar constrangimentos e reclamações. Segundo coachs (orientadores de carreiras), o namoro entre funcionários de uma mesma empresa deve ficar restrito ao lado de fora. “Em termos gerais, passamos uma grande parte do dia no trabalho. Por isso, é comum os namorados se conhecerem ali. Mas é importante ter clareza sobre os papéis dos dois na empresa para pesar as atitudes”, orienta José Roberto Marques, presidente do Instituto Brasileiro de Coaching (IBC).

Relacionamento gera desconforto para muitos pares
Apesar de ser considerada uma situação muito comum, o namoro ainda gera alguns desconfortos para muitos casais. No mês passado, um gerente de uma rede de lojas do Rio Grande do Sul foi dispensado por se relacionar com uma colega de trabalho. Mas isso pode ser contestado, segundo a advogada Tatiana Nascimento: “É possível entrar com uma ação na Justiça e pedir indenização por dano moral, ressaltando que esse dano deverá ser devidamente comprovado”, explica. O funcionário da rede de lojas procedeu assim e ganhou uma ação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A empresa deverá pagar a ele uma indenização de R$ 5 mil.

 “Quando eu entrei na empresa, há três anos, já estávamos namorando havia dois. Nunca houve problemas entre nós por isso. Antes de eu começar no trabalho, conversamos sobre como não misturar as coisas e não trazer o lado pessoal para dentro da companhia. Se brigamos do lado de fora, fingimos que nada aconteceu. Trazer algo de fora acaba transmitindo (o problema) para outras pessoas”, avalia Lucas Braga Ribeiro, de 27 anos, namorado de Amanda Guerini, de 29.

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