Não erre mais! Dicas de português para aplicar no trabalho

No ambiente corporativo, o profissional precisa estar 100% atento à imagem pessoal, apresentando uma boa comunicação – o que inclui deixar de lado vícios de linguagem, gírias e erros de português.

A língua portuguesa não pega leve. Dia sim dia não, somos surpreendidos por uma dúvida de concordância, tempo verbal, ortografia ou acentuação. E quando a escorregada no português acontece no trabalho, durante um encontro de negócios, uma reunião com o chefe, uma apresentação para a equipe ou mesmo em um relatório, pode prejudicar bastante a imagem do profissional.


Basta um erro, por distração ou desconhecimento, para que você seja lembrado como quem escreve mal ou fala errado. “A comunicação, seja ela verbal ou escrita, tem tudo a ver com a carreira, independente da empresa ou do cargo ocupado pelo profissional. E mais: é a partir dessa habilidade que as pessoas vão avaliar se você é ou não um profissional assertivo”, explica Maraísa Lima, jornalista e gestora de comunicação.

Sendo assim, cabe ao profissional desenvolver suas habilidades de discurso para se expressar com mais eficácia, desenvolvendo também os tópicos que dizem respeito às normas cultas da língua. “Evitar erros gramaticais”, destaca Maraísa, “é um passo para expressar-se melhor no próprio idioma e ser visto como um comunicador assertivo, aquele que alcança os resultados desejados”.

Veja a seguir algumas dicas para não cometer mais nenhum erro no trabalho.

Acidente x incidente: A
cidente é um acontecimento infeliz, um desastre. Já incidente se refere a um evento ou acontecimento imprevisto.

A fim x afim: A fim significa ‘com o objetivo de’. O adjetivo afim indica ideia de afinidade, semelhança, parentesco.

À medida que x na medida em que: À medida que indica ideia de proporção (equivale a ‘à proporção que’). Na medida em que indica ideia de causa, equivalendo a ‘porque, visto que…’.

Ao encontro x de encontro:
 Ao encontro quer dizer ‘em favor de, na direção de’. De encontro significa ‘contra, no sentido contrário, em contradição’.

Ao invés de x em vez de: Ao invés de significa ‘ao contrário’, expressão que indica oposição entre dois termos. Em vez de significa ‘em lugar de’.

Demais x de mais: 
Demais significa ‘em demasia, em excesso’, enquanto de mais, escrito separado, quer dizer ‘a mais’, o contrário de ‘de menos’.

Dentre x entre: Contração das preposições de + entre, Dentre equivale a ‘do meio de’ e geralmente acompanha verbos que indicam movimento (e que pede a preposição ‘de’, como saltar, partir, sair, surgir…). Nos demais casos, usa-se entre.

Descrição x discrição: Descrição é o ato de descrever. Discrição é a qualidade de quem ou do que é discreto.

Eminência x iminência: Eminência designa a qualidade daquilo que é eminente, ou seja, alguém ou alguma coisa superior, ilustre ou exemplar. Já iminência refere-se a algo que está prestes a acontecer.

Fluir x fruir: Fluir significa escorrer, escoar, passar o tempo, correr em estado fluído. Já fruir significa usufruir, desfrutar, gozar de algo ou de uma situação.

Há x a: Para indicar tempo passado, usa-se há. Para indicar tempo futuro, usa-se a.

Há menos de x a menos de: Há menos de equivale a ‘faz menos de’ e indica tempo passado. A menos de é usado para indicar distância ou espaço de tempo futuro.

Emergir x imergir
: Emergir é ‘vir à tona, aparecer, manifestar-se’. Já imergir é o oposto e significa ‘afundar, mergulhar, submergir’.

Incipiente x insipiente: Com a letra C significa algo que se inicia, que está no começo, que é principiante. Com a letra S significa ‘que não tem sensatez nem prudência, ignorante, sem juízo’.

Infligir x infringir: Infligir refere-se a impor ou aplicar pena, punição. Infringir, por sua vez, é cometer uma infração, violar, transgredir.

Ir ao encontro de x ir de encontro a: Ir ao encontro de é ‘ir na direção a, ir a favor de’. Já ir de encontro a é ‘ir contra, chocar-se com, contrariar’.

Mal x mau: Mal opõe-se a ‘bem’ e pode ser substantivo ou advérbio. Mau é o contrário de ‘bom’, sendo sempre adjetivo.

Mais x mas: Mais é o contrário de ‘menos’. Mas quer dizer ‘porém, todavia, contudo, no entanto, entretanto’.

Nenhum x nem um: Nenhum é pronome indefinido, significa ‘nulo, inexistente’. Nem um significa ‘nem sequer um, nem mesmo um’.

Onde x aonde: Usa-se onde apenas com referência de lugar. Aonde acompanha verbos de movimento, que regem a preposição a (ir, chegar, dirigir-se, levar…).

Por causa de x por causa que: O correto é dizer sempre por causa de, que significa ‘por motivo de, devido a, em consequência de’. Por causa que é vetada pelos gramáticos.

Por que x porque x por quê x porquê: Por que pode ser usado em três situações: para introduzir uma pergunta, quando a palavra ‘motivo’ está subentendida ou quando equivale a pelo qual, pela qual, pelos quais e pelas quais. Porque introduz as ideias de causa e explicação, equivalendo a ‘pois, uma vez que, já que’. Por quê, separado e com acento, é usado no fim de frases, concluindo uma pergunta. Porquê, junto e acentuado, é aplicado quando substantivo, como sinônimo de ‘causa, motivo, razão’.

Preeminente x proeminente: 
Preeminente significa ‘superior, eminente, que se distingue’, já proeminente significa ‘que tem protuberância, saliente, que se eleva acima do que está em volta’.

Seção x sessão x cessão: Seção equivale a ‘divisão, segmento parte de um todo’. Sessão é o tempo que dura uma reunião, uma assembleia, um trabalho ou espetáculo. Já cessão é ato ou efeito de ceder algo em favor de outrem.

Se não x senão: Se não, separado, equivale a ‘caso não, quando não’. Senão, junto, significa ‘caso contrário, a não ser, mas’, podendo significar também ‘defeito, falha’.

Sob x sobre: 
Sob significa ‘debaixo de’ e transmite a ideia de posição inferior. Por sua vez, sobre exprime a ideia geral de ‘em cima de’, e pode significar também ‘a respeito de’.

Tacha x taxa: Tacha é um pequeno prego de cabeça larga e chata, enquanto taxa refere-se a ‘tributo, tarifa, valor cobrado por um serviço’.

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